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Mostrando postagens de julho, 2010
Estranhamente, venho tendo muitas idéias sobre o que escrever. Por preguiça, por medo, não as coloco em um papel ou no HD do computador. Preguiça é algo explicável, até porque estou de férias, não tenho vontade nem de fazer a barba ou de ir pro meu quarto dormir. Já o medo é algo estranho. Bem estranho, até. Medos geralmente são algo que sentimos sem ter nenhuma real explicação, apenas estão lá. Mulheres tem medo de barata, não sabem porque, mas têm. Algumas pessoas tem medo de escuro, outras de altura, é só pensar que existe num tipo de medo. Talvez o meu medo seja se expor, não querer sair da caixinha que é a minha triste e lamentável vida. É algo meio estúpido, já que não perco nada escrevendo aqui ou em qualquer lugar que seja, afinal de contas ninguém lê, nem eu leio. E depois de pouco pensar, percebi que estou evitando alguns dos meus grandes amigos. Aqueles que estiveram do meu lado quando eu sempre precisei, que me ajudaram, que colocaram um sorriso no meu rosto, que me perdoar...
O relógio quebrado já passa da meia noite, um cansaço estranho é sentido e a barba por fazer já começa a incomodar. Tanta coisa pra resolver assim que acordar, que até sente uma grande vontade de seguir dormindo. Os problemas se acumulam, assim como as mentiras. Parece que ele tem que enganar alguém para arranjar algum dinheiro para pagar os dois filmes que não viu, a multa do livro que não acabou de ler. Já passa da meia noite e ele segue sem sono, mas a certeza de que, se deitar a cabeça no travesseiro e apagar a luz, dorme. As férias chegaram seguidas pelo fim do semestre. O primeiro de muitos dentro da faculdade. Ele achou que tudo seria mais fácil, que dava pra levar tranqüilo. Tinha a impressão de que era mais inteligente do que os outros e que por isso não precisava estudar. Foi como se o cara fraco resolvesse brigar com o fortão. O fraco colocou um molho de chaves entre os dedos, acertou o primeiro soco e abaixou a guarda. Três socos, de Deus sabe aonde, vieram e terminaram...
Tomei o primeiro baque. Parti do princípio que eu era melhor do que os outros. Achei que eu não precisava me esforçar pra ser bom. Me acostumei com as facilidades da vida e presumi que tudo ia ser assim, pra sempre. Só que não é assim. A vida não é assim, o mundo não é lugar bom. Acho que tá na hora de acordar, fazer as coisas acontecerem. Não tenho desculpas, não tenho justificativas pra tudo isso. O primeiro strike já aconteceu. Mais dois vem por aí. Só que não pretendo sair do jogo. Rebater de vez em quando é legal, mas a perspectiva de arremessar, colocar a bola no lugar que tu quer que ela vá é melhor. Só preciso acertar a mão, pegar o jeito da coisa. Se mandar tudo pra longe não deu certo antes, porque diabos vai dar certo agora? Let the wind carry you home Blackbird fly away May you never be broken again Blackbird - Alter Bridge You're the only one who knows me And who doesn't ignore That my soul is weeping I know I know I know Part of me says let it go Everyt...
De um tempo pra cá, coisas não muito agradáveis vem acontecendo na minha vida. Algumas delas são bem complicadas mesmo, outras são bolas de neve que eu só deixei aumentarem de tamanho. Basicamente, eu até podia parar e falar de todos os problemas que me afetam, mas eu ia perder muito tempo falando de algo que é importante agora, mas que não vai representar nada daqu a uns dias. De uns tempos pra cá descobri que, de agora em diante, as coisas não vão mais ser as mesmas. A tendência de que alguma coisa de errado é muito grande, na real é 50% pra cada lado. Mas meu pessimismo impera e eu sigo achando que algo errado vai acontecer. É só questão de tempo. Só queria que, de vez em quando, eu não sofresse pressão pra ser o que os outros querem que eu seja. Um tempo pra ser o que o realmente quero seria ótimo.