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Mostrando postagens de fevereiro, 2013

Maybe it’s over, but over it’s not a word that you know

Saí de casa com a certeza de que iria dizer a ela. Mas mesmo assim, apesar de ter tudo planejado, eu não queria. Não queria falar o que era necessário falar. Não queria contar o que ela não queria ouvir. Na noite anterior, enquanto eu pensava nas palavras que ia dizer a ela, deitado no escuro, tudo parecia mais fácil, tudo era mais simples. Pensava nas coisas que diria e pensava, no instante seguinte, em coisas que ela iria responder, e tudo se encaixava num intrincado jogo dentro da minha cabeça. E me perdia nesse jogo, me perdia na batida do compassado ritmo do meu coração. Até aquela noite, eu era capaz de dizer que ela não estava sozinha naquele amor. Mas naquela noite chuvosa, todas as minhas certezas foram embora. Parece que a chuva lavou tudo que eu tinha por garantido, e mexeu comigo de uma maneira inexplicável. Eu ainda pensava nas coisas pelas quais tínhamos passado, que ainda pensava nas coisas que ela fazia, no jeito dela, que ficava completamente absorto nas memórias, ...