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Mostrando postagens de maio, 2015

But your blade might be too sharp

De uns tempos pra cá, busquei acreditar que eu não sentia nada por ninguém, que a própria existência das pessoas não afetava em nada o meu dia. E na maior parte dos casos, isso até é verdade, não sou dos mais sentimentais e não demonstro afeto por muita gente mesmo. O problema é que, volta e meia, gosto de alguém. E tudo aquilo que não sinto pelo resto do mundo é canalizado pra esse alguém e eu me torno uma coisa que não gosto. Por gostar de alguém, por gostar tanto assim de alguém, eu me torno vulnerável, absolutamente aberto e desprotegido pra tudo que possa acontecer. E não sei lidar com isso, de jeito nenhum. Relaciono o ato de gostar de alguém com coisas ruins porque  é assim que vejo as coisas, é desse jeito que a vida me fez crer. Talvez por gostar das pessoas erradas, talvez por gostar do jeito errado, virei uma pessoa traumatizada que tem medo de gostar de alguém, exatamente por sempre sofrer. Não acho que gostar de alguém seja algo que envolva sofrimento, não deveria en...