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Mostrando postagens de janeiro, 2019

Mas eu não fico

Comecei a lavar a louça durante as madrugadas. Lavar a louça sempre me ajudou a não pensar, sempre foi algo que eu fazia pra me distrair. E, nos últimos tempos, pensar é algo que tem acontecido demais. Fico pensando em diversas possibilidades, como se meu cérebro fosse meu maior inimigo. E não basta pensar em uma possibilidade até o fim, dissecando diálogos inventados; outra possibilidade acaba surgindo logo em seguida, como se anterior não tivesse acontecido. No começo, eu ate conseguia perceber que a abstração tava chegando e mandava minha mente pra outro lugar. Mas aí o tempo passou e, em um processo totalmente auto-destrutivo, eu comecei a incentivar essa possibilidades. Acho que é um desejo de já estar preparado para o pior, de não ser surpreendido por nada. Só que isso faz mal, de várias formas. E eu alimento algumas dessas formas. Mas lavar louça é um processo tranquilizante. Eu não preciso pensar em outras pessoas enquanto coloco detergente na esponja e abro a torneira. Eu nã...