Capítulo 42 - A Revelação Parte 2

- Como assim, recuperar a sua prancha? O que ela tem a ver com seus poderes? – pergunta Cainã.

- Eu só tenho um poder, que é saber pilotar qualquer tipo de veículo. Todos os outros poderes que eu uso vêm da prancha ou foram desenvolvidos pelos cientistas. – responde a criança.

- A prancha é fonte do seu poder? – insiste Cainã.

- Do meu poder inicial, não. Mas de todas as minhas outras habilidades, sim.

- Onde você achou essa maldita prancha? – pergunta Jonathas.

- Não fui eu que achei. Os militares que me deram ela.

- O que você tem de especial para ter ganhado a prancha que nós não temos? – pergunta João.

Não faço a menor idéia. Mas era necessário que fosse alguém que pudesse controlar a prancha em qualquer ambiente.

- Como assim, “qualquer ambiente”? – estranha Amanda.

- A prancha foi feita para funcionar em qualquer lugar. Desde o espaço até o fundo do mar.

- Como você agüenta a pressão e a falta de ar? – indaga Guilherme.

- Com os poderes de Jessyca e Jonathas, mas a prancha desenvolve ao máximo essas habilidades.

- Mas como você usou nossas habilidades sem nem mesmo nos conhecer? – quer saber Jessyca, intrigada.

- A prancha tem o DNA de todos vocês e das outras crianças que tem algum poder.

- OUTRAS CRIANÇAS? – grita Ciro.

- Sim. Ou vocês acham que só existiam vocês com habilidades especiais em todo o mundo?

- Não, mas nós somos as únicas que nós conhecemos! – diz Rafael, que acaba se sair das sombras.

- O mundo está cheio de lugares assim, que parecem ser acampamentos, com várias crianças superpoderosas. Vocês são apenas mais um grupo.

- Mais um grupo? Qual é o mais próximo de nós? – pergunta João.

- O mais próximo fica no extremo sul de Aldorian, uma cidade a 870 km daqui.

- Mas quem pegou sua prancha? – pergunta Bruna.

- Não sei exatamente. Mas os militares podem ter pegado a prancha.

- Deixa eu ver se entendi... – começa Rafael. – O mundo é cheio de crianças superpoderosas e os militares acabaram de pegar a maior arma de destruição em massa de todos os tempos. Nossos poderes estão sumindo. O que mais falta acontecer?

- Pêra aí. Não estamos tão perdidos assim. É necessário que alguém esteja em cima da prancha para poder usar as habilidades. A pessoa terá que saber surfar muito bem. – responde a criança.

- Só me responda uma coisa. Como você sabe de tudo isso? – pergunta Gabriel.

- Eu fui criado em uma base militar. Sei de tudo. Sei até que vocês voltaram no tempo.

- Voltamos no tempo? – pergunta Rafael com uma cara de incredulidade incrível.

- É. Voltaram no tempo. Escaparam da morte graças a uma intervenção minha. Eu que voltei no tempo e salvei vocês.

- Pára com isso. Tu só pode ta de brincadeira – grita Thiago, indignado.

- Queria eu brincar dessa forma Thiago.

- Como você sabe meu nome e eu não sei o seu?

- Eu sei quase tudo sobre vocês. Eu não via porque revelar meu nome até que o momento certo chegasse. E ele finalmente chegou. Meu nome é Felipe. Tenho 13 anos.

- Olá Felipe. – fala Paula.

- A coisa mais importante a ser feita neste momento é recuperar a minha prancha. Precisamos chegar a outros acampamentos rapidamente.

- Mas como faremos isto sem nossos poderes? – pergunta o quieto Rafael Guedes.

- Nossos poderes não são tudo, precisamos apenas de um bom plano.

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