Capítulo 50 - Os Poderes

Longe dali, Rafael, André e Arthur conversavam sobre os acontecimentos nesses últimos 100 dias. Mas principalmente, falavam sobre essa estranha sensação que acometia a todos. Eles tentavam achar uma razão para se sentirem com mais poderes. Uma explicação para aquele sonho ter parecido tão real. Várias coisas precisavam de explicação, mas a que iria acontecer, não. Repentinamente, as árvores ao redor das ruínas do acampamento começam a se mexer de forma estranha e igual. O vento parece ventar de forma diferente. As aves, assim como os insetos, desaparecem dali. Instantaneamente, Cainã, Jessyca, Guilherme, além de Rafael, André e Arthur se dirigem para o ponto em que as árvores formam uma espécie de caverna. De lá sai uma voz desconhecida:

- Viemos nos unir a vocês. Viemos em paz. Baixem suas armas.

André e Arthur continuam a empunhar suas armas. Espantado, Felipe sobe em sua prancha e pára na entrada da caverna. Sete sombras começam a se mover em direção a Felipe. Guilherme e Cainã esboçam uma reação, mas Felipe faz um sinal para que eles não se aproximem. As sombras deixam de ser vultos indiscerníveis, para se tornarem sete pessoas. Um garoto vestido com roupas rasgadas e rotas, uma garota vestindo um vestido negro como a noite e luvas brancas, uma loira trajando roupas de uma escola, duas gêmeas se vestindo exatamente iguais e outra garota com roupas normais,

- Já dissemos que viemos em paz. Se ainda assim vocês quiserem nos atacar, vão em frente. Não conseguirão fazer nada. – avisa a primeira garota.

- Por que atacaríamos vocês? – pergunta Amanda.

- Não vejo motivo para que vocês nos ataquem. Mas seus amigos não parecem pensar assim. – diz o único rapaz do grupo.

- Baixaremos nossas armas se vocês se identificarem e disserem quais são os seus poderes. – diz Rafael.

- Eu sou Breno. Posso controlar as plantas, terra, os animais, a água, o vento, o fogo e todos os outros elementos da natureza.

- Sou Natália. Consigo energizar qualquer objeto, usando apenas minhas mãos.

- Me chamo Eduarda. Sou capaz de manipular mentes.

- Sou Brenda. Emito qualquer tipo de radiação.

- Prazer. Sou Ana Paula e posso emitir ondas sônicas.

- Mariana. Imortalidade, invulnerabilidade e cura de outras pessoas são meus poderes.

- Thaís. Eu levito e consigo falar com qualquer divindade.

Após o período de apresentação, todos se espantam com a habilidade de Mariana. O mais próximo desse patamar era Gustavo, capaz de curar as pessoas.

- Um manipulador dos elementos da natureza, - começa Rafael. – uma energizadora de objetos, uma manipuladora de mentes, uma que emite radiação, outra que emite sons, uma imortal, invulnerável e curandeira e uma médium. Porra, vocês nos ganham só pela imortal.

- Eu bem que avisei vocês. – lembra Natália.

- Agora é a vez de vocês se identificarem. – fala Brenda.

- OK, OK. Eu começo. Sou Katiele e posso alterar a realidade.

- Cainã. Sou super-orte.

- Eu sou Jessyca. Minha pele e resistente como um diamante.

- Meu nome é Rafael. Me movimento pelas sombras, as controlo e controlo tudo que é elétrico.

- Amanda. Posso voar. Cara, vocês não sabem como é bom voar.

- Realmente não sabemos. Sou Guilherme e tenho poderes aracnídeos, além de super-força e agilidade sobre-humana.

- Sou Âmina. Sou capaz de criar ilusões com o poder de minha mente.

- Oi garotada! Meu nome é Felipe e eu tenho essa prancha maneira que me permite fazer qualquer coisa que esses aí fazem. Também posso manipular a energia ao meu redor e pilotar qualquer veículo.

- Olá! Eu sou o Arthur. Possuo uma força extraordinariamente grande, podendo erguer umas 10 toneladas. Também possuo um martelo mágico que faz com que eu voe, controle raios, trovões e as chuvas.

- Finalmente chegou a minha vez. Me chamo André e tenho uma agilidade incrível. Possuo uma espada feita por Hefestos, um deus antigo que forjava as melhores armas que já existiram. Essa espada me confere super-força, super-velocidade e uma pequena invulnerabilidade. Também posso voar com a espada, mas odeio fazer isso.

Passado o momento, todos se sentam para comer. Aquela noite prometia ser fria e não havia nenhuma forma de se proteger do frio, já que todo o acampamento onde as crianças passaram a maior parte de sua infância não existia mais, sendo composto apenas de cinzas e escombros. Nem mesmo o poder de Katiele poderia reverter aquela explosão que destruiu o tão amado acampamento, e eles precisavam de uma forma para poderem dormir tranqüilos. Daí Amanda se lembra se uma caverna perto dali, numa cachoeira, onde ela gostava de perseguir borboletas.

- Eu conheço um lugar para ficarmos por essa noite.

- Onde? Ele é seguro? – pergunta Breno.

- Fica não muito longe daqui. Podemos ir a pé ou voando. Os que podem voar, levem alguém, ou vários, se tiverem força pra fazer isso. Me sigam.

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