Capítulo 52 - Uma Chegada Inesperada
Mariana e Jessyca ficam apreensivas, e começam a se aproximar uma da outra. As luzes ficam mais fortes e os gritos cessam. Uma estranha porta translúcida surge do nada, impedindo que elas continuem a explorar a caverna. Com seu punho cerrado, Jessyca bate na porta, mas ela não consegue nada, além de arranhões na pele. Mariana nem se arrisca a tentar derrubar a porta. Com medo, elas voltam para onde todos os outros se encontram.
A quilômetros dali, Giovane manipulava as sombras para esconder o acampamento. Fernanda ficaria de segurança, para garantir que ninguém que chegasse perto deles ficaria vivo para contar a história. Mesmo com todo o esquema de segurança, alguém consegue passar por ele. Uma garota atravessa as sombras, nocauteia Fernanda e chega até o lugar onde Giovane se encontra.
- Pronto. Estou aqui. Quais são as suas ordens?
- Que você faz aqui? Como você atravessou as sombras e passou pela Fernanda?
- Conheço seu estilo há tempos. As sombras foram muito previsíveis. Até mesmo para você.
- Faça melhor então!
- Você sabe que eu faço! E nem preciso me esforçar pra isso.
- OK. OK. Você ganhou. Mas como você nos achou?
- Facilmente. Eu e Wagner seguimos a sua trilha de destruição e chegamos aqui.
- Wagner? Quem é Wagner?
- Um de nós. Com um poder extremamente útil. Mas eu vou deixar que ele mesmo se apresente.
Das sombras surge uma criança com roupas bem conservadas, aparentando ser da mais alta classe da sociedade.
- Como já sabem, meu nome é Wagner. Meu poder é muito estranho, porque até mesmo eu não entendo a capacidade total dele. Eu posso localizar qualquer pessoa, tenho reflexos muito apurados e posso viajar pela mente das pessoas.
- E você, Angélica? – pergunta Giovane.
- Pare de se fazer. Você sabe muito bem qual o meu poder. Eu cansei de usar ele em você.
- É? Eu não me lembro de ter visto você nesses últimos 7 anos.
- O que fizeram com o Giovane? Como você não se lembra de mim?
- Eu me lembro apenas da nossa infância. Nada mais. Tenho um branco na minha memória que não permite que eu me lembre de coisas muito recentes.
Na real, só me lembro das coisas que aconteceram de 100 dias pra cá.
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