"Padre, eu pequei. Cometi vários pecados ao longo dessa minha curta vida e achei que o jeito mais fácil de contornar tudo isso seria simplesmente negando. Esquecendo que todas as coisas que eu fiz ou deixei de fazer teriam uma consequência. Esquecendo que todos meus erros cometidos poderiam vir a ferir alguém, poderiam vir a me ferir. "
"Filho, estou acostumado com todo e qualquer tipo de pecado. Seja lá o que tu tivestes feito, eu vou saber lidar com ele. E além do mais, nessa idade tu não serias capaz de fazer mal algum a ninguém."
"Padre, dizem que o maior mal que se pode fazer não tem nada a ver com o que tu faz com os outros e sim com o que tu faz consigo mesmo. Esse é meu pecado. Falhei comigo. Me decepcionei. Não fui capaz de aguentar todo o peso que a vida colocava sobre meus ombros."
"Meu rapaz, Deus não coloca fardos pesados em ombros fracos. Tudo que você está passando tem uma razão, um motivo, para acontecer. Seja forte, perseverante, que tudo dará certo."
"Mas é aí que mora o problema. Não acredito em Deus. Nunca acreditei."
"Mesmo sem ter falado qual foi o seu pecado, já entendi o que te aflige. Seu problema está em não ter crença nenhuma. Você é vazio por dentro e é isso que o fere tanto... "
"Mas padre..."
"Eu não acabei. As pessoas não procuram Deus pelos milagres que ele fez e segue fazendo, não procuram Ele para se verem curados de doenças incuráveis. Elas procuram Deus porque precism acreditar em alguma coisa. As pessoas precisam saber que certas coisas estão além de suas mãos e que nada podem fazer pra mudar. Nós precisamos, de vez em quando, acreditar que a cura para as doenças mais terríveis não está na medicina e em todos seus avanços e sim na fé."
"Não consigo acreditar nisso tudo. De uns tempos pra cá, não ando conseguindo acreditar em nada, em ninguém. Nem em mim mesmo, padre."
"Seja qual for o pecado que você tenha cometido, eu não posso te ajudar. Já lhe disse o que você precisa fazer. Acredite em alguma coisa, pelo menos em alguma vez na vida. Vai te fazer bem."
Após passar uma tarde falando sobre músicas e outras besteiras, percebi que aquilo que tu escuta diz muito do que tu realmente é. Cada canção, cada melodia, é única e acabam representando momentos singulares da tua vida. É muito mais fácil lembrar da música que tocava no rádio logo depois de dar um beijo na pessoa amada do que lembrar do que você almoçou semana passada.
E é através da música que tu acaba conhecendo uma pessoa, como ela realmente é. Seus medos, defeitos, suas qualidades, angústias. Numa simples letra de música, milhares de sentimentos podem aparecer, sejam eles bons ou ruins. E tem pessoas, tipo eu, que só conseguem fazer certas coisas ouvindo um certo tipo de música. Por exemplo, eu só consigo começar a escrever depois de ouvir Layla, do Eric Clapton. Apenas pelo simples motivo de que essa música me deixa muito mal. E só mal que meu cérebro tem vontade de cuspir palavras com uma velocidade absurda, o que não acaba garantindo a qualidade do produto.
Meu tempo aqui tá acabando.
E quando tu acha que tu tem uma luz no fim do túnel, é só um trem de carga, que vem pronto pra arrebentar contigo.
"Filho, estou acostumado com todo e qualquer tipo de pecado. Seja lá o que tu tivestes feito, eu vou saber lidar com ele. E além do mais, nessa idade tu não serias capaz de fazer mal algum a ninguém."
"Padre, dizem que o maior mal que se pode fazer não tem nada a ver com o que tu faz com os outros e sim com o que tu faz consigo mesmo. Esse é meu pecado. Falhei comigo. Me decepcionei. Não fui capaz de aguentar todo o peso que a vida colocava sobre meus ombros."
"Meu rapaz, Deus não coloca fardos pesados em ombros fracos. Tudo que você está passando tem uma razão, um motivo, para acontecer. Seja forte, perseverante, que tudo dará certo."
"Mas é aí que mora o problema. Não acredito em Deus. Nunca acreditei."
"Mesmo sem ter falado qual foi o seu pecado, já entendi o que te aflige. Seu problema está em não ter crença nenhuma. Você é vazio por dentro e é isso que o fere tanto... "
"Mas padre..."
"Eu não acabei. As pessoas não procuram Deus pelos milagres que ele fez e segue fazendo, não procuram Ele para se verem curados de doenças incuráveis. Elas procuram Deus porque precism acreditar em alguma coisa. As pessoas precisam saber que certas coisas estão além de suas mãos e que nada podem fazer pra mudar. Nós precisamos, de vez em quando, acreditar que a cura para as doenças mais terríveis não está na medicina e em todos seus avanços e sim na fé."
"Não consigo acreditar nisso tudo. De uns tempos pra cá, não ando conseguindo acreditar em nada, em ninguém. Nem em mim mesmo, padre."
"Seja qual for o pecado que você tenha cometido, eu não posso te ajudar. Já lhe disse o que você precisa fazer. Acredite em alguma coisa, pelo menos em alguma vez na vida. Vai te fazer bem."
Após passar uma tarde falando sobre músicas e outras besteiras, percebi que aquilo que tu escuta diz muito do que tu realmente é. Cada canção, cada melodia, é única e acabam representando momentos singulares da tua vida. É muito mais fácil lembrar da música que tocava no rádio logo depois de dar um beijo na pessoa amada do que lembrar do que você almoçou semana passada.
E é através da música que tu acaba conhecendo uma pessoa, como ela realmente é. Seus medos, defeitos, suas qualidades, angústias. Numa simples letra de música, milhares de sentimentos podem aparecer, sejam eles bons ou ruins. E tem pessoas, tipo eu, que só conseguem fazer certas coisas ouvindo um certo tipo de música. Por exemplo, eu só consigo começar a escrever depois de ouvir Layla, do Eric Clapton. Apenas pelo simples motivo de que essa música me deixa muito mal. E só mal que meu cérebro tem vontade de cuspir palavras com uma velocidade absurda, o que não acaba garantindo a qualidade do produto.
Meu tempo aqui tá acabando.
E quando tu acha que tu tem uma luz no fim do túnel, é só um trem de carga, que vem pronto pra arrebentar contigo.
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