S&M
Muitas pessoas já escreveram bons textos ouvindo bons cds, ou bons vinis. Vou tentar escrever algo decente, ouvindo um dos melhores cds já feitos, esse tocado por um quarteto e uma orquestra.
Passo por um complicado momento na vida. Mais um talvez. Tô numa crise depressiva aguda. Absurda. Achando que ninguém me ama, achando que ninguém me quer. Possivelmente seja só minha carência por atenção dando o ar da graça, talvez o anti-depressivo que eu tô tomando não esteja fazendo efeito. Pensando melhor, talvez seja uma crise crônica. Até porque a depressão tá me acompanhando a algum tempo, um tempo maior do que eu gostaria, mas sempre teve lá. Tendo seus picos em alguns momentos, beirando o zero em outros, mas sempre se mostrando presente.
Talvez por esse motivo eu esteja me afastando das pessoas. Por passar muito tempo sozinho, me acostumei a viver sozinho, me fechando num casulo no qual não deixo ninguém entrar, do qual não quero sair. Ao longo dos anos tenho ajudado algumas pessoas, dando conselhos e em alguns casos extremos até falando o que elas teriam que fazer para se darem bem. Mesmo sempre dando bons conselhos, não consigo mais me ver fazendo isso. As pessoas não podem depender de mim pra serem felizes. As pessoas não DEVEM depender de mim pra qualquer coisa. Até porque, ninguém deve aceitar conselhos de um depressivo que mal saí de casa.
A depressão me trouxe muitas coisas, me mostrou um novo mundo, um admirável mundo novo, que eu não ia conhecer se fosse uma pessoa normal. Não que ser depressivo seja uma coisa boa, muito pelo contrário. Estou me tornando uma pessoa cada vez mais impaciente, mais agressiva, mais intragável. Tô optando agir dessa forma pra que as pessoas se afastem de mim, porque não sei/não consigo dizer 'adeus' pras pessoas que eu gosto. Fiz um msn novo, no intuito de selecionar as pessoas com quem converso. Até selecionei, mas já não tenho vontade, ou até mesmo ânimo, pra conversar com quase ninguém. Minha vontade não é de me tornar uma alma solitária pro resto da vida, mas não quero machucar as pessoas que eu amo mais do que já venho fazendo.
Venho destratando amigos, mentindo, enganando, dando desculpas furadas pra não fazer nada e o principal, ando me trancando em casa, como se fosse um agorafóbico com medo do ar puro e das outras pessoas. Venho considerando as pessoas fúteis demais. Sou um grão de areia se prendendo numa concha. Só que nunca vou virar uma pérola. Não tenho a intenção de me destacar, não gosto de chamar a atenção pra mim. Minhas escolhas mais recentes vem sendo nesse caminho. Não estudo com medo de me destacar e ser visto como um cdf. Não venho escrevendo mais nada, com medo de escrever alguma coisa boa.
Tenho que parar de me preocupar com o futuro. Tenho que me sentir bem no instante em que as coisas acontecem, já que a maior parte das coisas ruins já aconteceram, já estragaram o meu percurso. Preciso me prender nas coisas próximas, prestar atenção na chuva que caí aqui, não do trovão que troveja longe daqui. O novo dia vai encher minha cabeça com coisas boas, desde que eu ache qual a direção certa. Quero chegar ao fim de um dia e ter a certeza de aquele foi um bom dia para estar vivo. O grande problema tá em acreditar que toda luz no fim do túnel é uma coisa boa. Correr pra chegar na luz pode ser bom, mas desde que eu tenha a certeza de que aquilo que vem lá de longe não é um trem de carga vindo na minha direção.
Fico me perguntando se me sinto bem desse jeito, dessa forma. Afinal de contas, tenho vários caminhos pra escolher, várias peças pra montar a minha realidade. Só que as peças vêm caindo, uma a uma, destruindo qualquer chance que eu tenha de montar uma boa coisa. Será que tenho que passar a acreditar mais no agora, torcer pela recompensa rápida?
A moral é só não correr na direção do trem de carga.
Passo por um complicado momento na vida. Mais um talvez. Tô numa crise depressiva aguda. Absurda. Achando que ninguém me ama, achando que ninguém me quer. Possivelmente seja só minha carência por atenção dando o ar da graça, talvez o anti-depressivo que eu tô tomando não esteja fazendo efeito. Pensando melhor, talvez seja uma crise crônica. Até porque a depressão tá me acompanhando a algum tempo, um tempo maior do que eu gostaria, mas sempre teve lá. Tendo seus picos em alguns momentos, beirando o zero em outros, mas sempre se mostrando presente.
Talvez por esse motivo eu esteja me afastando das pessoas. Por passar muito tempo sozinho, me acostumei a viver sozinho, me fechando num casulo no qual não deixo ninguém entrar, do qual não quero sair. Ao longo dos anos tenho ajudado algumas pessoas, dando conselhos e em alguns casos extremos até falando o que elas teriam que fazer para se darem bem. Mesmo sempre dando bons conselhos, não consigo mais me ver fazendo isso. As pessoas não podem depender de mim pra serem felizes. As pessoas não DEVEM depender de mim pra qualquer coisa. Até porque, ninguém deve aceitar conselhos de um depressivo que mal saí de casa.
A depressão me trouxe muitas coisas, me mostrou um novo mundo, um admirável mundo novo, que eu não ia conhecer se fosse uma pessoa normal. Não que ser depressivo seja uma coisa boa, muito pelo contrário. Estou me tornando uma pessoa cada vez mais impaciente, mais agressiva, mais intragável. Tô optando agir dessa forma pra que as pessoas se afastem de mim, porque não sei/não consigo dizer 'adeus' pras pessoas que eu gosto. Fiz um msn novo, no intuito de selecionar as pessoas com quem converso. Até selecionei, mas já não tenho vontade, ou até mesmo ânimo, pra conversar com quase ninguém. Minha vontade não é de me tornar uma alma solitária pro resto da vida, mas não quero machucar as pessoas que eu amo mais do que já venho fazendo.
Venho destratando amigos, mentindo, enganando, dando desculpas furadas pra não fazer nada e o principal, ando me trancando em casa, como se fosse um agorafóbico com medo do ar puro e das outras pessoas. Venho considerando as pessoas fúteis demais. Sou um grão de areia se prendendo numa concha. Só que nunca vou virar uma pérola. Não tenho a intenção de me destacar, não gosto de chamar a atenção pra mim. Minhas escolhas mais recentes vem sendo nesse caminho. Não estudo com medo de me destacar e ser visto como um cdf. Não venho escrevendo mais nada, com medo de escrever alguma coisa boa.
Tenho que parar de me preocupar com o futuro. Tenho que me sentir bem no instante em que as coisas acontecem, já que a maior parte das coisas ruins já aconteceram, já estragaram o meu percurso. Preciso me prender nas coisas próximas, prestar atenção na chuva que caí aqui, não do trovão que troveja longe daqui. O novo dia vai encher minha cabeça com coisas boas, desde que eu ache qual a direção certa. Quero chegar ao fim de um dia e ter a certeza de aquele foi um bom dia para estar vivo. O grande problema tá em acreditar que toda luz no fim do túnel é uma coisa boa. Correr pra chegar na luz pode ser bom, mas desde que eu tenha a certeza de que aquilo que vem lá de longe não é um trem de carga vindo na minha direção.
Fico me perguntando se me sinto bem desse jeito, dessa forma. Afinal de contas, tenho vários caminhos pra escolher, várias peças pra montar a minha realidade. Só que as peças vêm caindo, uma a uma, destruindo qualquer chance que eu tenha de montar uma boa coisa. Será que tenho que passar a acreditar mais no agora, torcer pela recompensa rápida?
A moral é só não correr na direção do trem de carga.
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