I'll be chasing my starlight
Pensei em escrever sobre o tempo. Sobre um céu escuro, de uma tempestade de verão, que vem e que passa, deixando um rastro de destruição pelo caminho. Seria basicamente uma metáfora para comparar o que vem acontecendo comigo de uns tempos pra cá. Mas não seria uma metáfora boa ao suficiente. Não passaria a mensagem que eu quero passar, ou pelo menos tentar passar. Vou só escrever. Ver no que dá. Talvez saia algo bom. Talvez não.
Será que existe dor maior do que amar alguém e não poder ter essa pessoa? Será que amar essa pessoa e ter a certeza de que ela também te ama, mas não pode ficar contigo, não te escolheu dentre as opções possíveis, dói mais? Até tenho uma certa experiência nessa área, na área do amor. Não são boas experiências, de forma alguma, mas sei de algumas coisas. Sei que amar alguém que não te ama dói, bastante. Do mesmo jeito, sei que amar alguém que te ama mas não fica contigo, seja o motivo qual for, dói, mais ainda. Em relação a esses assuntos de coração, acho que não existe dor maior do que essa. Traição é ruim, decepções são ruins, e outras coisas trazem tristezas. Fazem feridas que demoram pra cicatrizar. Mas que com o tempo certo, cicatrizam. As minhas cicatrizaram. Colaboraram na formação da pessoa que sou, do jeito que sou, mas são passado. Só que essa de amar alguém que também te ama, mas não te quer é a pior experiência que alguém pode ter. Houveram tempos em que bastavam que duas pessoas se amassem e PUFT, lá iam elas se casar, ter filhos, levar um resto de vida muito feliz. Mas agora, não é assim que as coisas funcionam. Amar alguém não quer dizer obrigatoriamente que tu vai ter algo com essa pessoa, não quer dizer que tu vai chegar a ver essa pessoa todos os dias. Em alguns casos, nem quer dizer que tu vá ver essa pessoa. É bem como já dizia James Hetfield, em Unforgiven II: She loves me not, she loves me still, but she'll never love again.
Desde quando comecei a gostar de você, percebi que tinha perdido minha mente. Nada mais fazia sentido, nada mais importava, a não ser estar perto de ti. O fato de tu já ter um relacionamento talvez tenha colaborado pro sentimento aumentar, afinal eu teria que lutar por ti, te conquistar. O tempo trouxe a mensagem de que isso talvez não fosse possível, de que eu talvez fosse incapaz de te cativar do jeito que tu me cativou. Saber disso, ter essa certeza, só fez com que eu perdesse minha mente mais rápido ainda, que o processo já não tinha mais volta, doa a quem doer. Coincidentemente, acabou doendo em mim. Coincidentemente, mais forte do que eu achei que fosse capaz de aguentar. Desceobri que por ti, era capaz de superar meus limites, de ultrapassar qualquer barreira, seja ela qual fosse. Redescobri a felicidade em viver, em ser feliz. Larguei meu lado pessimista, passei a ver uma luz no fim do túnel. Acabei descobrindo que essa luz no fim do túnel era só um trem, mais um, que veio pra me atropelar, me destruir. Também descobri que isso tudo foi em vão.
Que escolha que me resta agora? Esquecer, agir como se nada tivesse acontecido? Voltar a me fechar em relação ao resto do mundo? Tentar ainda lutar por ti? Ou tentar ver o lado bom nisso tudo? Ainda não sei, como nunca soube o que fazer das outras vezes. Complica mais ter a certeza de que esse caso não é como os outros. É diferente, é como se fosse um outro lado da moeda, que ainda não tinha caído no cara ou coroa.
Mais um texto totalmente fictício, que não é nem baseado em fatos reais. Toda e qualquer semelhança é uma triste e desagradável coincidência. Só pra deixar bem claro.
Não tem nenhuma citação de música ou coisa do tipo. Mas as pessoas espertas vão fazer as ligações. Eventualmente.
Venho me soltando um pouco mais na hora de escrever. Talvez isso seja bom, talvez não.
Talvez esse texto tenha ficado bem, talvez não. Eu não gostei. Nunca gosto do que escrevo.
Pra primeiro post de 2011, acho que tá ótimo.
Será que existe dor maior do que amar alguém e não poder ter essa pessoa? Será que amar essa pessoa e ter a certeza de que ela também te ama, mas não pode ficar contigo, não te escolheu dentre as opções possíveis, dói mais? Até tenho uma certa experiência nessa área, na área do amor. Não são boas experiências, de forma alguma, mas sei de algumas coisas. Sei que amar alguém que não te ama dói, bastante. Do mesmo jeito, sei que amar alguém que te ama mas não fica contigo, seja o motivo qual for, dói, mais ainda. Em relação a esses assuntos de coração, acho que não existe dor maior do que essa. Traição é ruim, decepções são ruins, e outras coisas trazem tristezas. Fazem feridas que demoram pra cicatrizar. Mas que com o tempo certo, cicatrizam. As minhas cicatrizaram. Colaboraram na formação da pessoa que sou, do jeito que sou, mas são passado. Só que essa de amar alguém que também te ama, mas não te quer é a pior experiência que alguém pode ter. Houveram tempos em que bastavam que duas pessoas se amassem e PUFT, lá iam elas se casar, ter filhos, levar um resto de vida muito feliz. Mas agora, não é assim que as coisas funcionam. Amar alguém não quer dizer obrigatoriamente que tu vai ter algo com essa pessoa, não quer dizer que tu vai chegar a ver essa pessoa todos os dias. Em alguns casos, nem quer dizer que tu vá ver essa pessoa. É bem como já dizia James Hetfield, em Unforgiven II: She loves me not, she loves me still, but she'll never love again.
Desde quando comecei a gostar de você, percebi que tinha perdido minha mente. Nada mais fazia sentido, nada mais importava, a não ser estar perto de ti. O fato de tu já ter um relacionamento talvez tenha colaborado pro sentimento aumentar, afinal eu teria que lutar por ti, te conquistar. O tempo trouxe a mensagem de que isso talvez não fosse possível, de que eu talvez fosse incapaz de te cativar do jeito que tu me cativou. Saber disso, ter essa certeza, só fez com que eu perdesse minha mente mais rápido ainda, que o processo já não tinha mais volta, doa a quem doer. Coincidentemente, acabou doendo em mim. Coincidentemente, mais forte do que eu achei que fosse capaz de aguentar. Desceobri que por ti, era capaz de superar meus limites, de ultrapassar qualquer barreira, seja ela qual fosse. Redescobri a felicidade em viver, em ser feliz. Larguei meu lado pessimista, passei a ver uma luz no fim do túnel. Acabei descobrindo que essa luz no fim do túnel era só um trem, mais um, que veio pra me atropelar, me destruir. Também descobri que isso tudo foi em vão.
Que escolha que me resta agora? Esquecer, agir como se nada tivesse acontecido? Voltar a me fechar em relação ao resto do mundo? Tentar ainda lutar por ti? Ou tentar ver o lado bom nisso tudo? Ainda não sei, como nunca soube o que fazer das outras vezes. Complica mais ter a certeza de que esse caso não é como os outros. É diferente, é como se fosse um outro lado da moeda, que ainda não tinha caído no cara ou coroa.
Mais um texto totalmente fictício, que não é nem baseado em fatos reais. Toda e qualquer semelhança é uma triste e desagradável coincidência. Só pra deixar bem claro.
Não tem nenhuma citação de música ou coisa do tipo. Mas as pessoas espertas vão fazer as ligações. Eventualmente.
Venho me soltando um pouco mais na hora de escrever. Talvez isso seja bom, talvez não.
Talvez esse texto tenha ficado bem, talvez não. Eu não gostei. Nunca gosto do que escrevo.
Pra primeiro post de 2011, acho que tá ótimo.
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