Tudo começa pelo começo.

Hoje parei pra pensar: Será que sou, de fato, tão insensível assim? Fiquei horas pensando nisso, horas tentando chegar a uma conclusão que não veio. E o que fazer nessas situações? Seguir em frente, como se nada tivesse acontecido ou tentar desfazer o erro na primeira oportunidade que aparecer?

Já faz mais de um mês que não escrevo. Porque, pra mim, escrever é muito mais do que colocar palavras no papel, é muito mais do que fazer uma redação. Escrever é a única forma que achei de revelar pro mundo aquilo que realmente sinto. E por mais que não pareça, é algo realmente complicado de se fazer. Tá, vou parar de frescuras e escrever, de fato.


Cheguei a uma triste conclusão. Já não aguento mais as pessoas. Já não suporto mais a falsidade, já não suporto mais intrigas, já não aturo mais nada disso. Em todos os lugares onde eu acho que posso encontrar uma amizade, encontro só inimizades, falsidades e mentiras, não encontro a amizade. E mesmo assim, muitas pessoas dizem que são cheias de amigos, que confiam cegamente nesses 'amigos'. Acho uma tremenda burrice. Confiar em alguém é complicado. DEMAIS. E depois que alguém quebra a tua confiança, é muito mais fácil achar que os outros vão fazer isso do que achar que aquela situação foi uma exceção na regra.
Vem acontecendo o mesmo com o ato de 'amar'. Amar tá ficando fácil demais, simples demais. Tu mal conhece alguém e já ama essa pessoa, já acha que ela é parte essencial do teu dia. Amor, de verdade, não é algo que surge assim, de uma hora pra outra. Paixões acontecem desse jeito. Paixão à primeira vista, o nome já explica tudo. Mas amores não são assim. Muitas coisas são necessárias pra que esse 'processo' aconteça. Tu precisa conhecer a pessoa, ser amigo dessa pessoa, conviver um bom período com ela. É realmente importante que essa pessoa te faça rir, te faça feliz, de um jeito que ninguém tenha te feito antes. Essa é a graça do amor, a arte de ser inédito, a arte de ser um sentimento TOTALMENTE diferente pra cada pessoa. Tu pode amar alguém duas vezes, mas o amor que tu sente por esse alguém não vai ser o mesmo.

Isso tudo me fez pensar que, de fato, não amei muito nessa vida. Paixões, tive inúmeras. Grande parte delas foram platônicas. Sempre achei mais fácil essa coisa de não envolvimento, de não troca de confidências, de vivências. Nunca tive nada pra compartilhar, tudo que tenho são tristezas e dores. E, até onde eu sei, todo mundo já tem tristeza e dor o suficiente pra querer tomar conta de sentimentos ruins alheios. Mais do que nunca, arranjar alguém tá complicado. Pessoas legais tão realmente em falta nesse mundo e ter um relacionamento com alguém que não faça a vida valer a pena não... vale a pena. (Tem horas que ser redundante é um saco, mas não há outra opção). A moral, pra achar alguém, é ter paciência e não deixar a carência dominar.

Agora preciso achar uma música pra terminar esse texto...


There is a darkness deep in you
A frightening magic I cling to
Give me a chance to hold on
Just give me something to hold onto

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