Cap. 1 - A Calmaria em meio ao furacão
As coisas com o Eduardo já não eram mais as mesmas. Três anos e meio de casamento, e já no mar do ócio. Eu gostava dele - e por Deus, como me dóia pensar em perdê-lo. Mas eu não via mais o brilho dos olhos dele ao me encarar. E o sorriso aberto dele, há tanto estava perdido. A conversa era para dizer o quanto deu a conta de luz, qual dos nossos amigos perdeu o emprego, vai casar, ou viajar. Vivíamos sozinhos, mesmo morando junto. Eis o motivo de duas televisões, um apartamento com dois banheiros, dois notebooks... Eu assistia o futebol sozinha, e você também. Mesmo sendo o mesmo jogo. Não havia mais refeição nenhuma em comum. Era um tal de 'liga pra pedir pizza, comida chinesa', e cada um ia para o seu inferno particular. Eu não sei, eu queria me distanciar. Me doía ver o quanto havia sido perdido, me doía ver que eu queria ter ele longe - e me confundia ver que eu não queria ter ele longe por muito tempo. Às vezes eu ficava pensando nessas coisas, e me dava vontade de falar, eu até começava a falar seu nome, mas quando você me olhava, eu perdia toda a coragem. E doía. Como doía.
No fundo, eu já sabia que isso iria acontecer. Casamentos têm fases e fases, e a fase do marasmo nunca demora a aparecer. Só não esperava que acontecesse tão rápido. Três anos e meio é realmente pouco, em questão de relacionamento. O primeiro ano foi ótimo, a gente era feliz e o amor tomava conta de todos nossos momentos. No segundo ano as coisas foram esfriando um pouco, mas nada que uma boa noite de sexo não resolvesse. Aliás, acho que é o sexo que nos mantém unidos. O sexo é perfeito, um completa o outro, como se tivéssemos sido feitos um para o outro. Infelizmente, transar era a única coisa que fazíamos juntos. Não existia mais aquela relação de amizade, de companheirismo, que deveria ser presente em todo relacionamento. Eu amo a Clarissa, essa é a maior certeza da vida. Só não tenho mais tanta certeza se esse sentimento é recíproco.
eu sempre esqueço de falar que esse post foi feito com colaboração da genial Rafaela Ivo, que tem uns oitenta blogs por aí e vocês deveriam tirar algum tempo pra ler alguns.
Retirado do caderno de receitas da Clarissa.
No fundo, eu já sabia que isso iria acontecer. Casamentos têm fases e fases, e a fase do marasmo nunca demora a aparecer. Só não esperava que acontecesse tão rápido. Três anos e meio é realmente pouco, em questão de relacionamento. O primeiro ano foi ótimo, a gente era feliz e o amor tomava conta de todos nossos momentos. No segundo ano as coisas foram esfriando um pouco, mas nada que uma boa noite de sexo não resolvesse. Aliás, acho que é o sexo que nos mantém unidos. O sexo é perfeito, um completa o outro, como se tivéssemos sido feitos um para o outro. Infelizmente, transar era a única coisa que fazíamos juntos. Não existia mais aquela relação de amizade, de companheirismo, que deveria ser presente em todo relacionamento. Eu amo a Clarissa, essa é a maior certeza da vida. Só não tenho mais tanta certeza se esse sentimento é recíproco.
Retirado dos cadernos rabiscados de Eduardo.
eu sempre esqueço de falar que esse post foi feito com colaboração da genial Rafaela Ivo, que tem uns oitenta blogs por aí e vocês deveriam tirar algum tempo pra ler alguns.
Comentários
Não sei se vai ser uma série esses post sobre Eduardo e Clarissa, mas curti bastante o começo, o estilo me agrada um monte e é tudo bem coerente, me prendeu bastante!
beeeijo moreno ;****
Estou seguindo!