1, 2, 3...
Acho que precisei chorar de tristeza pra escrever algo aqui. Ou talvez tenha sido apenas a tristeza que tomou conta, como sempre faz. Mas foi a percepção dessa tristeza que me fez notar certas coisas. Certas coisas que não serão ditas agora, mas serão em algum momento. Provavelmente vou dizer coisas que não deveria dizer, provavelmente vou acabar demais e fazendo um texto longo, mas não me importo muito. Provavelmente ninguém vai ler esse texto mesmo.
Smpre achei, aliás, sempre tive a certeza, de que o tempo cura tudo. Era quase que uma lei da vida, que o tempo era capaz de salvar relacionamentos, acalmar pessoas e seus hormônios, ou que era capaz de fazer pessoas esquecerem de certas coisas, certos momentos ou ações. Até hoje, isso se mostrou verdadeiro, sem nenhum indicativo de que fosse o oposto disso. Só que acabei percebendo que tem uma pessoa que não esquece, que não se acalma e que não consegue salvar relacionamentos. Quer dizer, consigo salvar se eu não tiver envolvido nele. Cheguei a conclusão de que todas coisa pela qual nutri algum sentimento, melhorou depois de se afastar de mim. Tem um pessoal que arranjou alguém pra chamar de seu, tem gente que parou de se iludir quanto à vida, tem gente que simplesmente arranjou um motivo pra sorrir, um bom motivo. Posso estar sendo meio egocêntrico achando que tudo gira ao redor de mim, mas acredite, não penso tanto em mim quanto pareço fazer. Consigo melhorar a vida de qualquer pessoa, mas não consigo melhorar a minha. Primeira lástima do dia.
Tá, pra variar acabei me perdendo do foco. Não que eu já tenha tido algum em algum momento, mas..
Enfim, andei percebendo que sou uma pessoa extremamente infeliz. Tem uma música que diz que é impossível ser feliz sozinho. Acredito, finalmente, nessa música. (Mas não é sobre essa canção que falarei hoje, calma) Tá certo que meus pais dizem que eu tenho tudo, que não posso ser infeliz, sou apenas um chato que tá sempre procurando um motivo diferente pra reclamar da vida que tenho. Mas nem meus pais, e provavelmente nem ninguém, sabem de tudo que se passa por aqui. Aí é muito simples achar que, por trás desse sorriso sempre presente, dessas piadas óbvias e sem tanta graça, existe alguém que é realmente feliz com tudo. Fingir é uma arte que domino. E quando digo que domino, quero dizer que sou realmente mestre nela. Tive metade do ensino fundamental pra aprender a usar e todo o tempo que seguiu pra aprimorar a técnica. Agora realmente faço bem a coisa. Não gosto de metade das pessoas com quem me relaciono diariamente e sempre penso algo ruim das pessoas. Não de todas as pessoas, pra deixar claro. Mas ninguém, ou quase ninguém, percebe isso. Até porque, pra perceber isso, é preciso que o ser vivo em questão se importe comigo o suficiente pra perceber que, lá no fundo, não estou bem. Segunda lástima do dia.
Disse que ia falar de músicas, né? Então, eis o momento. Como boa parte das pessoas já sabe, tenho uma lista de reprodução feita sob medida pra que meu lado criativo aflore. Cada música dessa lista tem um 'valor' sentimental pra mim, cada uma me toca de um jeito diferente. Por exemplo, a música que, se eu não ouvir, não consigo escrever nada decente: Layla. Ouvir essa música me rasga, me destrói internamente, como uma lembrança que nunca foi embora e provavelmente nunca irá. Mas acho que esse é o efeito com todo mundo, então não quero ser óbvio ou repetitivo. Também tem Good Riddance, que consegue, no refrão, dizer bastante o que eu sinto no momento. Mas o que precisa ser deixado claro é que só músicas realmente tristes fazem parte dessa lista de reprodução. Acho que a mais alegre é Change The World, que só tá na lista por motivos meio óbvios, pra um bom entendedor. Tá, foco Rafael. Hoje me empolgarei um pouco mais em November Rain, que é a que escuto agora. Sempre quis escrever algo sobre ela e nunca me senti no momento certo. Acho que essa hora chegou. Pelo menos pra uma parte.
Sempre quando tu se apaixona, tem a certeza de que vai durar pra sempre, de que aquele amor vai ser o amor da vida. Só que como a vida adora pregar peças nas pessoas, esse amor nunca dura, esse amor nunca é pra sempre (Quando tu acha que é, é porque ele já acabou pra outra pessoa, pense nisso). E não acontece só com o amor, nada dura pra sempre, nem mesmo uma chuva de novembro, nem mesmo o frio de julho, nem mesmo o calor absurdo de fevereiro. Nada é fixo, nada é tão imutável ao ponto de ser o mesmo pra sempre. Se até mesmo pessoas mudam, porque não podem mudar corações? Aí eu percebo que preciso de um tempo só pra mim, um tempo pra eu pensar na vida, pernsar em como dar o próximo passo, a próxima ação. E fica a certeza que eu vou finalmente conseguir seguir em frente quando não tiver mais ninguém pra culpar, mais ninguém além de mim. Nem me preocupo muito com a escuridão, já me acostumei com ela, ela foi minha melhor amiga por alguns anos mesmo. E essa coisa de que todo mundo precisa de alguém é, ao mesmo tempo, uma verdade e uma mentira. Todo mundo precisa mesmo de alguém, ninguém consegue viver sozinho. Mas sempre que tu se apóia em alguém pra algo, esse alguém não vai ser exatamente aquilo que tu esperava que fosse. Aí tu vai se decepcionar. E se tornar uma pessoa infeliz, tipo infeliz do que jeito que eu sou.
E acho que essa é a terceira lástima do dia. Uma lástima é bom, duas são muita coisa, e três já são demais. Até mesmo pra mim.
Smpre achei, aliás, sempre tive a certeza, de que o tempo cura tudo. Era quase que uma lei da vida, que o tempo era capaz de salvar relacionamentos, acalmar pessoas e seus hormônios, ou que era capaz de fazer pessoas esquecerem de certas coisas, certos momentos ou ações. Até hoje, isso se mostrou verdadeiro, sem nenhum indicativo de que fosse o oposto disso. Só que acabei percebendo que tem uma pessoa que não esquece, que não se acalma e que não consegue salvar relacionamentos. Quer dizer, consigo salvar se eu não tiver envolvido nele. Cheguei a conclusão de que todas coisa pela qual nutri algum sentimento, melhorou depois de se afastar de mim. Tem um pessoal que arranjou alguém pra chamar de seu, tem gente que parou de se iludir quanto à vida, tem gente que simplesmente arranjou um motivo pra sorrir, um bom motivo. Posso estar sendo meio egocêntrico achando que tudo gira ao redor de mim, mas acredite, não penso tanto em mim quanto pareço fazer. Consigo melhorar a vida de qualquer pessoa, mas não consigo melhorar a minha. Primeira lástima do dia.
Tá, pra variar acabei me perdendo do foco. Não que eu já tenha tido algum em algum momento, mas..
Enfim, andei percebendo que sou uma pessoa extremamente infeliz. Tem uma música que diz que é impossível ser feliz sozinho. Acredito, finalmente, nessa música. (Mas não é sobre essa canção que falarei hoje, calma) Tá certo que meus pais dizem que eu tenho tudo, que não posso ser infeliz, sou apenas um chato que tá sempre procurando um motivo diferente pra reclamar da vida que tenho. Mas nem meus pais, e provavelmente nem ninguém, sabem de tudo que se passa por aqui. Aí é muito simples achar que, por trás desse sorriso sempre presente, dessas piadas óbvias e sem tanta graça, existe alguém que é realmente feliz com tudo. Fingir é uma arte que domino. E quando digo que domino, quero dizer que sou realmente mestre nela. Tive metade do ensino fundamental pra aprender a usar e todo o tempo que seguiu pra aprimorar a técnica. Agora realmente faço bem a coisa. Não gosto de metade das pessoas com quem me relaciono diariamente e sempre penso algo ruim das pessoas. Não de todas as pessoas, pra deixar claro. Mas ninguém, ou quase ninguém, percebe isso. Até porque, pra perceber isso, é preciso que o ser vivo em questão se importe comigo o suficiente pra perceber que, lá no fundo, não estou bem. Segunda lástima do dia.
Disse que ia falar de músicas, né? Então, eis o momento. Como boa parte das pessoas já sabe, tenho uma lista de reprodução feita sob medida pra que meu lado criativo aflore. Cada música dessa lista tem um 'valor' sentimental pra mim, cada uma me toca de um jeito diferente. Por exemplo, a música que, se eu não ouvir, não consigo escrever nada decente: Layla. Ouvir essa música me rasga, me destrói internamente, como uma lembrança que nunca foi embora e provavelmente nunca irá. Mas acho que esse é o efeito com todo mundo, então não quero ser óbvio ou repetitivo. Também tem Good Riddance, que consegue, no refrão, dizer bastante o que eu sinto no momento. Mas o que precisa ser deixado claro é que só músicas realmente tristes fazem parte dessa lista de reprodução. Acho que a mais alegre é Change The World, que só tá na lista por motivos meio óbvios, pra um bom entendedor. Tá, foco Rafael. Hoje me empolgarei um pouco mais em November Rain, que é a que escuto agora. Sempre quis escrever algo sobre ela e nunca me senti no momento certo. Acho que essa hora chegou. Pelo menos pra uma parte.
Sempre quando tu se apaixona, tem a certeza de que vai durar pra sempre, de que aquele amor vai ser o amor da vida. Só que como a vida adora pregar peças nas pessoas, esse amor nunca dura, esse amor nunca é pra sempre (Quando tu acha que é, é porque ele já acabou pra outra pessoa, pense nisso). E não acontece só com o amor, nada dura pra sempre, nem mesmo uma chuva de novembro, nem mesmo o frio de julho, nem mesmo o calor absurdo de fevereiro. Nada é fixo, nada é tão imutável ao ponto de ser o mesmo pra sempre. Se até mesmo pessoas mudam, porque não podem mudar corações? Aí eu percebo que preciso de um tempo só pra mim, um tempo pra eu pensar na vida, pernsar em como dar o próximo passo, a próxima ação. E fica a certeza que eu vou finalmente conseguir seguir em frente quando não tiver mais ninguém pra culpar, mais ninguém além de mim. Nem me preocupo muito com a escuridão, já me acostumei com ela, ela foi minha melhor amiga por alguns anos mesmo. E essa coisa de que todo mundo precisa de alguém é, ao mesmo tempo, uma verdade e uma mentira. Todo mundo precisa mesmo de alguém, ninguém consegue viver sozinho. Mas sempre que tu se apóia em alguém pra algo, esse alguém não vai ser exatamente aquilo que tu esperava que fosse. Aí tu vai se decepcionar. E se tornar uma pessoa infeliz, tipo infeliz do que jeito que eu sou.
E acho que essa é a terceira lástima do dia. Uma lástima é bom, duas são muita coisa, e três já são demais. Até mesmo pra mim.
Sorrow, sank deep inside my blood
all the ones around me,
I cared for and most of all I loved
but I can't see myself that way
please don't forget me or cry while I'm away
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