Se tudo na vida precisasse de um nome...

Já disse várias vezes que nunca sei por onde começar as coisas. Nunca sei o que falar, raramente sei o que escrever. Prefiro pegar as coisas pelo meio, já desenvolvidas, ao ponto de não me preocupar com a criação, processo mais complicado, e só dar bola pro desenvolvimento. Talvez eu seja preguiçoso, nem duvido disso em momento algum, só não me acho bom o suficiente pra começar algo que seja bom, que vá durar. O estranho é que levo isso pra vida. Não só escrevendo, pra tudo. Amizades, relacionamentos, ser o primeiro a falar em um trabalho. Não rola, quase nunca consigo. Tudo isso até tenha um motivo, motivo esse que não pretendo explicar não aqui, não agora, mas que é relevante, que me faz ser quem eu sou, seja esse ser bom ou ruim.

Hoje acordei bastante insensível. Precisei, mais do que nunca, fingir boa parte das risadas e sentimentos que tive no dia. Não que seja algo incomum, visto que venho fazendo isso diariamente há alguns anos. Mas parece que hoje o algo de bom que tem dentro de mim resolveu ficar em casa, resolveu não sair pra esticar as asas e tomar um sol. O estranho é que não é nada pessoal, não é algo que eu posso escolher quando e onde acontece. Simplesmente acontece. Acordo não querendo olhar pra ninguém, acordo não querendo ouvir a voz de ninguém. O mais estranho disso tudo é que essa insensibilidade não é algo pra todo mundo. Tem pessoas com as quais consigo conviver quase que naturalmente, deixando passar que tive apenas um dia ruim, apenas uma noite mal dormida, e que tudo vai se ajeitar até o fim do dia. Geralmente são as pessoas que sabem dos meus problemas, que sabem dos meus dramas mal resolvidos de juventude, que entendem, ou pelo menos tentam, tudo aquilo que se passa na minha cabeça.

Mas eu realmente sinto falta é de uma coisa. Sinto falta de pessoas que me entendam, de pessoas que saibam até mesmo os motivos que me fazem ser assim. Acho que consigo contar nos dedos quem são essas pessoas, e são pessoas pelas quais eu sinto algo. Saudade e amor, basicamente. Não sou tão bom assim em nomear esses sentimentos que todo mundo sente, pelo fato de achar que eles são bem próprios e não é o fato de falar que tu ama uma pessoa vai definir de fato se tu ama ou não. A moral da coisa são as atitudes, elas que contam, elas que fazem a diferença lá no final. Ou pelo menos são elas que deveriam fazer, né.

É mais um daqueles textos que não dizem absolutamente nada, é só eu precisando botar pra fora aquilo que eu sinto, já que faz tempos que não escrevia nada por aqui.  Não é nenhuma mensagem pra alguém em especial, antes que venham dizer algo. Precisava desabafar, precisava jogar pra fora um pouco do que tem de podre em mim. Tenho esse espaço pra isso, e é pra isso que vou usar. Não levem nada pro pessoal, não faz bem pra saúde.

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