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I've seen your face before.

E cá estou, aqui de novo. Sem exatamente ter um motivo pra escrever, nada além dos motivos de sempre. A vida não muda, no fundo é tudo sempre a mesma coisa, então apenas fatos extraordinários alterariam alguma coisa. E como esses não andam acontecendo... Ainda encontro problemas em escrever quando não to me sentindo mal. Não quero apelar pra Layla agora, não acho que seja necessário. Tá, que seja. Sabe o Dia da Marmota? Não o filme, que é bem bom, mas a ideia da coisa? Aquele dia que se repete pra sempre até que tu consiga mudar alguma coisa que deva ser mudada pra poder avançar e seguir vivendo a vida? Pois é, minha vida vem sendo uma Vida de Marmota. Entrei na rotina, nada de diferente acontece. Acordo, vou pra aula, vou pro trabalho, volto pra casa. Durmo, acordo, vou pra aula, vou pro trabalho e volto pra casa. De vez em quando saio pra alguma festa, que é exatamente como a festa da semana anterior foi e vai ser absolutamente igual à festa da semana seguinte. É como se fosse um...

But I can't help believing

Logo depois de acordar sou acometido por aquele momento de tentar acordar, sentir que todos os teus membros ainda estão nos seus devidos lugares. Depois disso vem aquela parte, a terrível parte, que tu percebe que tá com a maior ressaca da tua vida. Tua cabeça dói, teu estômago tá embrulhado, a luz machuca teus olhos. E daí vem a pior parte dentre todas: relembrar das coisas que aconteceram na noite anterior. Nem teria como ser diferente, já lembrei de ti, a primeira coisa da qual me lembrei. E certamente é a última coisa que eu queria que passasse pela minha cabeça, queria que fosse a única coisa na qual eu não queria pensar. Fico com medo de fechar os olhos e ver a cena passando mais uma vez, como se eu já não tivesse feito isso milhares de vezes já. É aquele momento no qual eu fico feliz por tu não poder ler meus pensamentos, não poder enxergar meu coração vazio, dilacerado pela paranoia de que tudo vai acontecer de novo. Fico me perguntando se a gente vai chegar a algum lugar, se ...

Maybe it’s over, but over it’s not a word that you know

Saí de casa com a certeza de que iria dizer a ela. Mas mesmo assim, apesar de ter tudo planejado, eu não queria. Não queria falar o que era necessário falar. Não queria contar o que ela não queria ouvir. Na noite anterior, enquanto eu pensava nas palavras que ia dizer a ela, deitado no escuro, tudo parecia mais fácil, tudo era mais simples. Pensava nas coisas que diria e pensava, no instante seguinte, em coisas que ela iria responder, e tudo se encaixava num intrincado jogo dentro da minha cabeça. E me perdia nesse jogo, me perdia na batida do compassado ritmo do meu coração. Até aquela noite, eu era capaz de dizer que ela não estava sozinha naquele amor. Mas naquela noite chuvosa, todas as minhas certezas foram embora. Parece que a chuva lavou tudo que eu tinha por garantido, e mexeu comigo de uma maneira inexplicável. Eu ainda pensava nas coisas pelas quais tínhamos passado, que ainda pensava nas coisas que ela fazia, no jeito dela, que ficava completamente absorto nas memórias, ...