A pior parte é a ausência
Não sei e provavelmente nunca soube lidar com meus sentimentos. Durante muito tempo, fiquei fugindo disso, tentando evitar a sensação ruim que o vazio trás. E tentei de vários jeitos, um mais nocivo do que o outro. Mas não dá pra fugir de tudo, não dá pra se enganar pra sempre. Tô olhando pro vazio e percebendo que o vazio tá olhando de volta de mim. E o abismo me chama, o abismo me quer, e eu não sei até que ponto consigo fugir do abismo.
Sabe aqueles momentos em que tu não tem plena certeza de que tomou a decisão certa, aquelas horas em que tu faz uma escolha mas vai ser assombrado por ela pelo resto da vida? Tem uma teoria que diz que existem três ou quatro decisões como essa durante toda a vida, decisões que mudam totalmente o futuro da pessoa,e nossa, como elas são pesadas.
"The hardest part of letting go is saying goodbye" é uma daquelas frases muito bonitinhas e que todo mundo toma como verdade, mas a realidade não podia tá mais distante. A pior parte disso tudo é a ausência, a talvez não tão falsa sensação de que algo assim nunca mais vai acontecer, de que o resto da vida vai ser uma busca incessante por alguém ou algo pra preencher o vazio, mesmo sabendo que o vazio sempre vai tá lá, pra sempre.
O amor existe, o amor existiu desde o primeiro momento e vai existir por um longo tempo, e essa é outra parte ruim. Como ensinar pro cérebro que algo que tu ama te faz mal? Pior, como ensinar pro cérebro a viver sem a coisa que tu mais ama? Como superar o impulso de ir conversar toda hora, de ir contar qualquer besteira que aconteceu durante o dia. O corte de papel é aquele que mais machuca, porque ele fica lá, mostrando que tá lá, deixando claro a incomodação que ele causa; os pequenos momentos são aqueles em que a saudade bate mais forte, aqueles em que é mais fácil chorar e mais difícil resistir aos impulsos de se destruir.
Fechar os olhos se torna uma tarefa quase impossível. Cada vislumbre do escuro é uma encarada que eu dou pro abismo, é uma possibilidade que surge na mente e que não vai embora, não importa o que eu faça. Imaginar algo que eu não tô vendo, algo que eu não sei se é real, machuca porque traz um pouco de certeza de que a minha incapacidade de proporcionar felicidade pode tá sendo preenchida. Mas, ao mesmo tempo, é um puta egoísmo, porque amar é querer ver a pessoa feliz no fim das contas, não é?
Let the wind carry you home
a blackbird fly away
may you never be broken again
Sabe aqueles momentos em que tu não tem plena certeza de que tomou a decisão certa, aquelas horas em que tu faz uma escolha mas vai ser assombrado por ela pelo resto da vida? Tem uma teoria que diz que existem três ou quatro decisões como essa durante toda a vida, decisões que mudam totalmente o futuro da pessoa,e nossa, como elas são pesadas.
"The hardest part of letting go is saying goodbye" é uma daquelas frases muito bonitinhas e que todo mundo toma como verdade, mas a realidade não podia tá mais distante. A pior parte disso tudo é a ausência, a talvez não tão falsa sensação de que algo assim nunca mais vai acontecer, de que o resto da vida vai ser uma busca incessante por alguém ou algo pra preencher o vazio, mesmo sabendo que o vazio sempre vai tá lá, pra sempre.
O amor existe, o amor existiu desde o primeiro momento e vai existir por um longo tempo, e essa é outra parte ruim. Como ensinar pro cérebro que algo que tu ama te faz mal? Pior, como ensinar pro cérebro a viver sem a coisa que tu mais ama? Como superar o impulso de ir conversar toda hora, de ir contar qualquer besteira que aconteceu durante o dia. O corte de papel é aquele que mais machuca, porque ele fica lá, mostrando que tá lá, deixando claro a incomodação que ele causa; os pequenos momentos são aqueles em que a saudade bate mais forte, aqueles em que é mais fácil chorar e mais difícil resistir aos impulsos de se destruir.
Fechar os olhos se torna uma tarefa quase impossível. Cada vislumbre do escuro é uma encarada que eu dou pro abismo, é uma possibilidade que surge na mente e que não vai embora, não importa o que eu faça. Imaginar algo que eu não tô vendo, algo que eu não sei se é real, machuca porque traz um pouco de certeza de que a minha incapacidade de proporcionar felicidade pode tá sendo preenchida. Mas, ao mesmo tempo, é um puta egoísmo, porque amar é querer ver a pessoa feliz no fim das contas, não é?
Let the wind carry you home
a blackbird fly away
may you never be broken again
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