Sabe, hoje eu vinha no ônibus, pensando na vida. Depois de pensar em vários assuntos, indo desde a existência de Deus até a raiva que sinto pela diretoria do Inter, cheguei em um lugar da minha mente que há tempos não visitava. A parte das lembranças.
Tá, não são quaisquer lembranças. São as lembranças da minha infância. No tempo que eu passava meu tempo cercado de amigos, que eu brincava de Power Rangers ou que arquitetava planos pra fugir de lá, pulando uma grade que era umas duas vezes maiores do que eu. Eu me diverti. Demais. Sinto muita falta daqueles dias, do tempo onde eu não tinha preocupação nenhuma e podia fazer o que quisesse, sem ter medo das consequências.
Porém, aquele tempo passou. Eu querendo ou não, o tempo passa. O tempo sempre passa. Não sou capaz de controlá-lo. Ninguém é. Dizem que o tempo é o melhor remédio, que ele cura tudo. Na real, não sou capaz de dizer se ele é capaz de curar alguma coisa. Olho ao redor e só vejo pessoas que sofrem, porque acreditaram que o tempo seria capaz de fazer algo por elas. E por esperar, sentadas, pela providencial intervenção temporal, nada aconteceu. E elas seguem sofrendo.
Só que percebi uma coisa agora. O tempo não é capaz de fazer nada sozinho. Ele é apenas uma ferramenta, um auxílio, pra que possamos superar nossos problemas mais complexos, que não se resolvem por eles mesmos. Precisamos querer colocar um fim em nossos problemas. E precisamos querer com vontade. Senão, não chegaremos a lugar nenhum. E ficaremos em casa, pensando nos nossos erros, e lamentando, sobre o passado, que trás mais desgraças do que felicidades para nosso presente. E como será o futuro?

Música da hora: http://letras.terra.com.br/linkin-park/988486/traducao.html

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