Estranhamente, venho tendo muitas idéias sobre o que escrever. Por preguiça, por medo, não as coloco em um papel ou no HD do computador. Preguiça é algo explicável, até porque estou de férias, não tenho vontade nem de fazer a barba ou de ir pro meu quarto dormir. Já o medo é algo estranho. Bem estranho, até. Medos geralmente são algo que sentimos sem ter nenhuma real explicação, apenas estão lá. Mulheres tem medo de barata, não sabem porque, mas têm. Algumas pessoas tem medo de escuro, outras de altura, é só pensar que existe num tipo de medo. Talvez o meu medo seja se expor, não querer sair da caixinha que é a minha triste e lamentável vida. É algo meio estúpido, já que não perco nada escrevendo aqui ou em qualquer lugar que seja, afinal de contas ninguém lê, nem eu leio.
E depois de pouco pensar, percebi que estou evitando alguns dos meus grandes amigos. Aqueles que estiveram do meu lado quando eu sempre precisei, que me ajudaram, que colocaram um sorriso no meu rosto, que me perdoaram quando eu precisei. Sabe, isso não é muito legal. Achei que quando entraria na faculdade, um mundo novo surgiria na minha frente, que conheceria pessoas novas e não teria necessidade de manter as velhas. Só que não foi bem assim. Não fiz amigos. Fiz, alguns, dois ou três. Nenhum deles capaz de substituir o vazio que os antigos deixaram. E esse vazio só existe por minha causa. Eu que cavei o buraco que distanciou a gente, eu que fiz questão de me fechar, num cubo, e esquecer que o mundo que eu precisava tava do lado de fora, e não do lado de dentro.
Será que me tornei agorafóbico e não percebi?
Comentários