What will you do when you get lonely and nobody´s waiting by your side?
Já faz dias que não escrevo. Dias que não tenho inspiração o suficiente pra organizar as parcas ideias que tenho e conseguir organizá-las de uma forma que seja no mínimo decente. Acho que já tenho inspiração o suficiente. Vou ir até onde ela durar.
Mais um dia comum, mais um dia que cai na rotina. Nunca há nada a se fazer, nunca há nada com quem fazer. A distância atrapalha, a falta de vontade de querer sair de casa atrapalha. Chega um momento em que tudo atrapalha, nada ajuda a trazer felicidade. Até escrever é complicado, principalmente quando se depende de uma única canção pra ativar o lado criativo da mente.
Tu procura abrigo nas pessoas, procura se aproximar das pessoas a fim de tentar aliviar o tédio, a carência de companhia que tu insiste em negar que tem, mas que no fundo sabe que tá mais presente do que qualquer outra coisa. Mas quanto mais tu tenta se apegar em alguém, maior é a decepção. As pessoas são tão carentes quanto tu e procuram as mesmas coisas, pra tentar matar a carência. Procuram nos outros o que não consegue encontrar dentro de si, o que deveriam ser capazes de encontrar dentro de si. E tudo isso te deixa com um vazio gigantesco, porque tu sabe que não vai conseguir ajudar ninguém, enquanto não for capaz de se ajudar.
Passa mais um dia. Pessoas novas aparecem, pessoas velhas se vão, tudo segue o seu caminho. E esse dia que passa é mais um que te traz uma sensação de solidão, de total incapacidade de ser feliz. Quanto mais tu acha que não depende de ninguém pra viver, mais tu percebe que não aguenta mais viver sozinho. E mesmo assim, tu não quer buscar nenhuma companhia. Tu não quer buscar contato, já que tem muito medo de que as pessoas te descubram, que descubram o teu segredo. E nesse momento, esse segredo é a única coisa pela qual se vale a pena lutar. Tu já não sente mais vontade de lutar por ti, por mais ninguém. Só o segredo vale a pena. E nada mais.
O tempo continua passando, implacável como sempre, e revelando mais coisas pelo caminho. Tu já consegue passar mais tempo com outras pessoas, já consegue se socializar, consegue rir e fazer os outros rirem. Já consegue se distrair. O tempo passa mais rápido, os dias duram menos. E com isso, tu tem a falsa impressão de que é feliz. Felicidade essa que parece ser de verdade, que chega a ser tangível. E tu se agarra a ela, como se fosse um pedaço de madeira no meio do mar, e tu fosse um naúfrago, quase se afogando. Quando tu menos percebe, já é capaz de ver a praia, ainda distante, e faz de tudo pra chegar lá. Só que a felicidade não dura pra sempre, a madeira não é capaz de te sustentar para sempre. Aí, finalmente, tu percebe que é tarde demais. Que não existe felicidade que dure pra sempre, não perto de ti. E que teu lugar é como um naúfrago, perdido no meio do mar, isolado do resto do mundo, esperando pelo resgate que não vai aparecer.
E o tempo segue passando...
Mais um dia comum, mais um dia que cai na rotina. Nunca há nada a se fazer, nunca há nada com quem fazer. A distância atrapalha, a falta de vontade de querer sair de casa atrapalha. Chega um momento em que tudo atrapalha, nada ajuda a trazer felicidade. Até escrever é complicado, principalmente quando se depende de uma única canção pra ativar o lado criativo da mente.
Tu procura abrigo nas pessoas, procura se aproximar das pessoas a fim de tentar aliviar o tédio, a carência de companhia que tu insiste em negar que tem, mas que no fundo sabe que tá mais presente do que qualquer outra coisa. Mas quanto mais tu tenta se apegar em alguém, maior é a decepção. As pessoas são tão carentes quanto tu e procuram as mesmas coisas, pra tentar matar a carência. Procuram nos outros o que não consegue encontrar dentro de si, o que deveriam ser capazes de encontrar dentro de si. E tudo isso te deixa com um vazio gigantesco, porque tu sabe que não vai conseguir ajudar ninguém, enquanto não for capaz de se ajudar.
Passa mais um dia. Pessoas novas aparecem, pessoas velhas se vão, tudo segue o seu caminho. E esse dia que passa é mais um que te traz uma sensação de solidão, de total incapacidade de ser feliz. Quanto mais tu acha que não depende de ninguém pra viver, mais tu percebe que não aguenta mais viver sozinho. E mesmo assim, tu não quer buscar nenhuma companhia. Tu não quer buscar contato, já que tem muito medo de que as pessoas te descubram, que descubram o teu segredo. E nesse momento, esse segredo é a única coisa pela qual se vale a pena lutar. Tu já não sente mais vontade de lutar por ti, por mais ninguém. Só o segredo vale a pena. E nada mais.
O tempo continua passando, implacável como sempre, e revelando mais coisas pelo caminho. Tu já consegue passar mais tempo com outras pessoas, já consegue se socializar, consegue rir e fazer os outros rirem. Já consegue se distrair. O tempo passa mais rápido, os dias duram menos. E com isso, tu tem a falsa impressão de que é feliz. Felicidade essa que parece ser de verdade, que chega a ser tangível. E tu se agarra a ela, como se fosse um pedaço de madeira no meio do mar, e tu fosse um naúfrago, quase se afogando. Quando tu menos percebe, já é capaz de ver a praia, ainda distante, e faz de tudo pra chegar lá. Só que a felicidade não dura pra sempre, a madeira não é capaz de te sustentar para sempre. Aí, finalmente, tu percebe que é tarde demais. Que não existe felicidade que dure pra sempre, não perto de ti. E que teu lugar é como um naúfrago, perdido no meio do mar, isolado do resto do mundo, esperando pelo resgate que não vai aparecer.
E o tempo segue passando...
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