Postagens

Mostrando postagens de 2012

I know you're not listening

Queria poder dizer que te amo. Queria olhar nos teus olhos, no fundo do mar azul que são teus olhos, e falar que tu é a coisa mais importante da minha vida. Mas não sei se consigo. Aliás, tenho plena certeza que não consigo. Não sou a melhor pessoa pra te amar, não sou a melhor pessoa pra gostar de ti. Sou cheio de erros, cheio de fraquezas e um poço sem fim de incertezas. Só o simples fato de fazer parte da minha vida já te oferece riscos que não quero que tu corra. Não quero que tu abra mão da felicidade que teria se eu não tivesse aparecido na tua vida, me tornando parte fundamental dela. Nunca quis isso, nunca desejei isso pra mim, pra ti, pra nós. Só queria paz, só queria felicidade. Ou algo que me enganasse o suficiente pra me fazer acreditar que era feliz. É aquela questão de só saber o que é algo quando se experimenta a coisa em questão. É assim com tudo. Alimentos, roupas, livros, músicas. E tenho a total certeza de que aconteça a mesma coisa com os sentimentos. Só dá pra sabe...

Dazed and Confused

Estive atordoado e confuso por muito tempo, e só agora comecei a me livrar daquele torpor que tomava conta do meu corpo. Passei tempo demais acreditando que isso não daria certo, que nada daria certo. Sempre achei que ia morrer dentro de uma máscara que eu me mesmo tinha criado. Toda uma falta de sentimentos que não era real tomava conta da minha vida. É meio impossível viver sem sentimentos, sabe-se disso. É conhecimento popular. Podia não ter todos os sentimentos, mas pelo menos tinha alguns. Não sabia o que era amor. Sabe aquele negócio que as pessoas sentem e dizem que completa o dia, e a vida, delas? Aquela coisa que faz teu coração bater mais rápido só de se imaginar perto de alguém? Isso eu não tinha. E não sei se tenho, depois de tanto tempo. Não lembro como é sentir amor, sabe? Sei que ele ainda não aconteceu. Outros sentimentos que as pessoas costumam sentir. Os bons, tipo alegria, empatia, felicidade. Não eram muito presentes na minha vida. Não faziam parte do meu cotidian...

Just a little unwell

Não sei começar um texto. Nunca sei por qual parte do prato começar a comer a comida. Não sei qual dos milhares de livros que tenho disponível devo ler. Não sei começar nada, não sirvo pra começar nada. Tenho medo de começar alguma coisa. Tenho medo de começar a chorar e nunca mais parar. Tenho medo de voltar a ter sentimentos, porque tenho certeza de que eles vão me fazer vulneráveis de novo. Tenho muito medo de amar. Tenho mais medo ainda de ouvir um não. Tenho medo de ousar, consequentemente tenho um medo absurdo de ser feliz. Tenho medo de achar que ninguém vai gostar de mim quando, e se, souberem o que realmente sou. Morro de medo de viver na solidão, embora viver sozinho seja tudo aquilo que eu esteja buscando. Me decepciono com quase todas as pessoas do universo, mas no fundo talvez seja apenas eu me decepcionando comigo mesmo. Busco chamar a atenção porque sou absurdamente carente. Não é aquela carência física, aquela carência perigosa que afeta as pessoas 'normais', ...

I think it's time for us to realize...

Desmotivação. Se uma palavra pudesse definir aquilo que eu sinto e aquilo que resume a minha vida, desmotivação seria a escolhida. Devo ter sérios problemas, provavelmente até depressão, talvez seja por isso que poucas coisas sejam válidas, e motivadoras, o suficiente pra fazer com que eu reúna vontade de sair da cama. Toda essa coisa de precisar sorris sempre, de precisar ser alegre e tratar todo mundo bem vem me destruindo, vem acabando com a minha já baixa moral. A questão é que não aguento mais viver em função daquilo que as pessoas querem que eu seja. Não aguento mais viver tendo que cumprir as expectativas que os outros têm de mim, não aguento mais viver pra fazer os outros felizes. Meu curso já me desagrada profundamente. As pessoas, os professores, tudo já não passa de um gigantesco borrão em preto e branco, com pouquíssimos tons coloridos e em poucos lugares, lugares coloridos esses que me fazem ir até a faculdade, dia após dia. Acho que tudo acabou virando rotina, a vida seg...

Se tudo na vida precisasse de um nome...

Já disse várias vezes que nunca sei por onde começar as coisas. Nunca sei o que falar, raramente sei o que escrever. Prefiro pegar as coisas pelo meio, já desenvolvidas, ao ponto de não me preocupar com a criação, processo mais complicado, e só dar bola pro desenvolvimento. Talvez eu seja preguiçoso, nem duvido disso em momento algum, só não me acho bom o suficiente pra começar algo que seja bom, que vá durar. O estranho é que levo isso pra vida. Não só escrevendo, pra tudo. Amizades, relacionamentos, ser o primeiro a falar em um trabalho. Não rola, quase nunca consigo. Tudo isso até tenha um motivo, motivo esse que não pretendo explicar não aqui, não agora, mas que é relevante, que me faz ser quem eu sou, seja esse ser bom ou ruim. Hoje acordei bastante insensível. Precisei, mais do que nunca, fingir boa parte das risadas e sentimentos que tive no dia. Não que seja algo incomum, visto que venho fazendo isso diariamente há alguns anos. Mas parece que hoje o algo de bom que tem dentro...

Say it if it's worth saving me

What will you do when you get lonely and nobody's waiting by your side? Provavelmente falar comigo. É meio rotina, as pessoas sempre vem buscar consolo em mim, como se eu fosse capaz de oferecer tal consolo, como se eu fosse de fato capaz de oferecer alguma ajuda. Mas tudo isso é estranho, porque é só nesses momentos, nos piores momentos, que as pessoas lembram de mim. 'Mas que ótimo', alguns podem dizer. 'É nesses momentos que as pessoas lembram dos amigos', dirá outro. Só que não é assim que eu me sinto, não é assim que eu vejo as coisas. Sou aquele que só serve como boia, como válvula de escape, que só é útil nos piores momentos. Só sirvo pra ajudar a tirar as pessoas do buraco, pra colocar um sorriso no rosto de fulano, pra fazer o dia valer a pena pra sicrano, mas não consigo fazer o mesmo comigo. Não consigo fazer meus dias valerem a pena, pelo simples fato de não motivação pra tal tarefa. Fico reparando nas coisas que acontecem ao meu redor, nas pessoas ao m...